Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Intercâmbio Cultural. Uma prática com várias controvérsias!

Olá meu caros seguidores e amigos, vou abordar hoje uma palavra que vem sendo usada para denominar ações culturais que tem como objetivo promover a troca de costumes, de manifestações culturais, o folclore, enfim, é o estabelecimento de troca de experiências.

O que vejo no mercado cultural é a utilização deste conceito de forma errônea. Como podemos presenciar projetos de intercâmbio e, na verdade, não tem intercâmbio?!?!?!?!?!?! Ainda sim, somos enganados sempre, ainda sim, patrocínios culturais, leis de incentivos, aprovam essas práticas irreais.

A configuração deste tipo de evento é meramente de mostra. Mostra cultural, mostra racial, mostra musical, mostra de dança, tudo sendo aplicado como MOSTRA. Onde estão as trocas? Onde aparece o aprendizado? Onde estão as sensibilizações? Onde ficam as fusões de conhecimento?

A produção cultural, o fomento cultural Brasileiro precisa estar atendo a essas práticas. Não consigo enxergar ainda uma verdadeira ação cultural num formato de intercâmbio artístico, por exemplo. As experiências não se cruzam e não se interpretam... isso é a falha!!!

Intercâmbio é a troca de experiência, de conhecimento, de fusão!

BRASIL X ANGOLA

BRASIL X FRANÇA (Esse ano da França no Brasil ninguém merece!)

BRASIL X EUA

BRASIL X JAPÃO


Desilusão, desilusão, samba eu, samba você, na dança da solidão..... como diria os versos da música cantada por Marisa Monte. Uma desilusão cultural.

Até a próxima!

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

PROFISSÃO: "Dependentes do Poder Público"..

Olá pessoal, depois de um tempinho sem nenhuma postagem, volto falando um pouco sobre comunidades...

É uma vivência! As comunidades precisam se organizar mais, independente qual seja o foco.

E possível entender que comunidades pequenas ficam dependentes do poder público, devido às suas fragilidades, inquietações e inexperiências, mais parece que ser "DEPENDENTE" das esferas públicas está virando profissão. É dificil de acreditar, mais eu vivenciei isso.

No momento de aplicação de um projeto social, fui apresentar primeiramente para às comunidades qual o objetivo do projeto e, também, os processos de implantação e seus resultados, logo fui indagado: "Iuri, a prefeitura/secretaria já está sabendo desse projeto?"

Respondi que os municípios já foram informados, só ainda não sabiam da logística do projeto, porém eu estava primeiro legitimando a comunidade para que eles soubessem da ação que seria implantada logo mais e fui questionado o por que ainda nao tinha comunidade ao poder público.

Nesse instante eu parei, pensei comigo mesmo, o quanto certas comunidades são dependentes do poder público. Analisei friamente a situação e conclui que existe uma profissão "DEPENDENTES DO PODER PÚBLICO".

Como posso legitimar uma certa comunidade se eles não querem? Como posso ser parceiro de uma comunidade se primeiro elas querem que eu fale com a prefeitura?

Independente de qual seja o financiador do projeto, acredito que as comunidades precisam se organizar mais, mais e mais para receber projetos de grande porte.

Vamos refletir!

Até a próxima!!!!!!!!!!!!!!!!

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

O Dialeto Baiano!

O baiano, soteropolitano, é mesmo criativo. Só é andar um pouco pela cidade de Salvador que conseguimos identificar um dialeto, acredito que podemos dizer assim, um “Dialeto Baiano”.

Uma mistura, uma diversidade, uma conjuntura, algumas combinações esdrúxulas e, também, por que não, diferentes.

Como alguém consegue pronunciar RUMÁLADISGRAÇA ???

O baiano consegue!

A partir de hoje vou usar algumas pérolas da nossa Língua Portuguesa Baiana!

Falow "meu brodi".

Até a próxima!

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Da religião a música. Cultura Negra, fazemos parte dela!

Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.

No curso da década de 1960, o candomblé foi se espalhando da Bahia para todo o Brasil, seguindo a trilha já aberta pela vertente umbandista. Foi se transformando e se adaptando a novas condições sociais e culturais. Religião que agora é de todos, o candomblé enfatiza a idéia de que a competição na sociedade é bem mais aguda do que se podia pensar, que é preciso chegar a níveis de conhecimento mágico e religioso muito mais densos e cifrados para melhor competir em cada instante da vida, que o poder religioso tem amplas possibilidades de se fazer aumentar.

O Brasil recebeu muitos escravos cultos, que se estabeleceram nas casas de fazendeiros, principalmente na Bahia. Os escravos mais revoltados eram enviados para as lavouras de café nas regiões Sul e Sudeste. A Bahia foi favorecida nesse processo, ganhando uma riqueza cultural enorme.

Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das Religiões Afro-Brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela.

A religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/ Inquices / Voduns, sua cultura, e seus dialetos, entre 1549 e 1888.

Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religiões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos.

Os africanos também trouxeram consigo sua religião - o candomblé - e sua cultura, que inclui as comidas, a música, o modo de ver a vida e muitos dos seus mitos e lendas. Trouxeram ainda - é claro - as línguas e dialetos que falavam.

Os vocábulos também vieram de diferentes povos africanos, os jejes e os nagôs (que falavam línguas como o fon e o ioruba). Palavras como "acarajé", "gogó", "jabá" e muitas outras passaram a fazer parte do nosso vocabulário, foram incorporados à nossa cultura. Em geral, trata-se de nomes ligados à religião, à família, a brincadeiras, à música e à vida cotidiana.

Na Bahia, a predominância de atividades em torno da cultura afro-brasileira está em grande ascensão, o que está faltando para que essas raízes negras possam ganhar notoriedade perante a sociedade brasileira é a construção de um documento que seja rico em pesquisa, história e cultura.

Valeu. Até à próxima!

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

MUSICA NA ESCOLA AGORA É LEI

UMA GRANDE VITÓRIA PARA NOSSA CULTURA.

Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o O art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte § 6o:

"Art. 26. ..................................................................................
................................................................................................
§ 6o A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo." (NR)

Art. 2o (VETADO)

Art. 3o Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas nos arts. 1o e 2o desta Lei.

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 18 de agosto de 2008; 187o da Independência e 120o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 19.8.2008

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

O que é Merchandising?


Olá meus caros leitores,

Queria destacar hoje, um assunto muito discutido no mundo corporativo atualmente e que, ainda, existem controversias quanto ao conceito da palavra e da ação em si. Trata-se do Merchandising, ferramenta de marketing, formada pelo conjunto de técnicas responsáveis pela informação e apresentação destacada dos produtos no ponto-de-venda, de uma forma que possa acelerar sua rotatividade. Repito novamente, no PONTO DE VENDA. A foto acima, explica bem o que é a terminologia e o que eu estou querendo dizer, um determinado produto no seu local de venda bem organizado, enfeitado ludicamente e estrategicamente para atrair o seu consumidor alvo. Poderiam estar também no local, promotoras de merchandising (aquelas meninas bem maquiadas, lindas) para dar um reforço a mais na ação de marketing.

No Brasil, o termo é usado erroneamente, servindo para denominar a inserção de propaganda em obras de áudio e vídeo, como novelas, filmes, etc, de maneira a mesclar a divulgação do produto ao que está sendo exibido. Para esta prática, o termo correto seria Tie-In.

Então para ficar claro, quando aparecer na novela ou em algum filme um artista bebendo refrigerante de uma determinada marca, não confunda com MERCHANDISING. Mais uma vez, merchandising é ação promocional no PDV.

Então fica registrado qual o conceito correto da palavra merchandising.

Até a próxima!

Sábado, 23 de Maio de 2009

Samba de Roda. Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira!


O Samba de roda foi considerado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio imaterial. O ritmo e dança teve sua candidatura ao Livro do Tombo (que registra os patrimônios protegidos pelo IPHAN) lançada em 4 de outubro de 2004, e, depois de ampla pesquisa a respeito de sua história, o samba-de-roda foi finalmente registrado como patrimônio imaterial em 25 de novembro de 2005, status que traz muitos benefícios para a cultura popular e, sobretudo, para a cultura do Recôncavo Baiano, berço do samba-de-roda.

Para quem não sabe, o Samba de Roda acompanhado de sua dança e alegria, nasceu no recôncavo do estado da Bahia, nos municípios de Cipó, Candeias, Cachoeira – nas festas do São João e da Boa Morte - São Félix, Muritiba, Conceição do Almeida, Santo Amaro – na festa de Nossa Senhora da Purificação - São Francisco do Conde. Isso é Nordeste do Brasil.

Enfim, temos uma ação que valoriza a historicidade da cultura nordestina, porém, ainda, não vejo politicas culturais para que as manifestações de cultura popular possam ganhar notoriedade na sociedade capitalista brasileira.

Deixo aqui registrado a iniciativa federal, porém ainda NÃO satisfeito. O descaso com nossa cultura popular é grande.

Até à próxima!